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A árvore que não se deve cortar
Existe uma matéria-prima cuja única forma de assegurar a existência é gastá-la sem conta. Quanto mais se usa, mais se tem. Parece contradição — e seria, se não fosse a coisa mais concreta que um escritor pode carregar consigo. Criatividade. Não no sentido vago que a palavra foi ganhando com o tempo — aquele território misterioso que pertenceria a alguns eleitos , quase inacessível para os demais. Mas no sentido operacional: a habilidade de criar associações , de enxergar cone

Jamile Castro Félix
há 5 dias2 min de leitura


Como tornar sua escrita mais criativa (pode não funcionar o tempo todo)
Se você já releu um trecho do que escreveu e sentiu que algo estava apagado , sem vida , pode provavelmente estar lidando com um problema muito comum: atalhos de linguagem. Verbos genéricos como fazer , ir , colocar . Adjetivos básicos como vermelho , feio , grande . O uso de descrições que cumprem a função de existir, mas não fazem mais do que isso. Eles resolvem o problema imediato. A frase está lá e faz a cena avançar — mas não dão à escrita o peso que ela poderia ter.

Jamile Castro Félix
há 6 dias3 min de leitura


Eu não sei muito bem quem sou, mas sei quem não sou.
Existe uma pergunta que nenhum escritor faz em voz alta, mas que mora em algum lugar entre o segundo e o terceiro parágrafo de qualquer texto que a gente começa: isso é bom o suficiente? E logo atrás dela, quase sem ser convidada, vem a outra: eu sou bom o suficiente? Aprendi a não responder nenhuma das duas de imediato. O que aprendi — e foi um aprendizado lento, feito de rascunhos não usados e de noites em que eu relia o mesmo trecho até ele perder o sentido — é que há c

Jamile Castro Félix
12 de abr.3 min de leitura


Se você quer escrever, se você quer criar, a tolice pode até ajudar.
Isso era o que eu tinha em mente, pois buscava respostas para perguntas sem fundamento. Foi por isso que, dias atrás, me perguntei o quão tola eu era. O quão tola Deus havia me feito. Não que isso fosse algo admirável ou fizesse de mim alguém especial. A tolice não é uma bênção e muito menos uma arma. Ela costuma ser prejudicial, dependendo de quem a porta. E, no meu caso, minha tolice é minha ruína. Poderia essa vida ser apenas tortura? No entanto, se minha tolice fosse di

Jamile Castro Félix
3 de mar.2 min de leitura


O caminho distinto
Num tempo antigo, um jovem garoto procurava seu mestre para buscar sabedoria. Havia completado seus dezoito anos de vida. Queria se tornar um sábio. Os pais, no entanto, queriam que o filho entrasse para o magistrado e servisse diretamente ao rei da época. Ele deveria se casar, ter filhos, possuir mais de uma esposa e dar continuidade à linhagem da família. Mas o jovem discípulo tinha alma de eremita. E se via como um escritor. Desde cedo se inclinou ao silêncio, ao autocon

Jamile Castro Félix
2 de mar.4 min de leitura


Você quer ou não, ser?
Costumamos ouvir o conselho de “ escrever sobre o que sabemos”... Mas a verdade é que limitar-se ao conhecido é como viver sempre na mesma rua. O escritor precisa atravessar a esquina, explorar territórios novos, arriscar-se no desconhecido. É nessa exploração que a escrita ganha profundidade. Escrever não é um dom misterioso reservado a poucos escolhidos. É, acima de tudo, um ofício — um exercício de entrega, curiosidade e persistência. Muitos acreditam que se tornar um e

Jamile Castro Félix
30 de set. de 20253 min de leitura


5 elementos essenciais para escrever uma boa história
O que toda boa história tem em comum, afinal? Algumas histórias parecem nascer prontas: você começa a ler e, antes de perceber, já está completamente envolvido. Outras, mesmo com boas ideias, não conseguem prender o leitor — algo se perde no caminho, não é? A diferença, muitas vezes, está nos fundamentos que sustentam a narrativa. O que isso quer dizer? É que escrever bem não é somente ter inspiração; é saber conduzir essa inspiração com consciência. Pode parecer complicado,

Jamile Castro Félix
30 de set. de 20254 min de leitura


Como uma escritora iniciante, eu começaria escrevendo à mão.
Na verdade, foi desse jeitinho que comecei. Depois escolhi uma boa caneta e um caderno de estimação. Tá aí... caro, escritor iniciante. Um conselho que teria sido valioso nos meus primeiros flertes com a literatura: escrever mais à mão. No mundo de hoje, onde papel e caneta são frequentemente trocados por celulares e telas de computador, pode parecer quase contraintuitivo optar pela escrita manual, não acha? No entanto, escrever à mão transcende a mera praticidade . É um ele

Jamile Castro Félix
5 de jun. de 20253 min de leitura
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